Idas e vindas...
Me levam a caminhos agora conhecidos,
Mas impenetráveis,
Ainda há muita chuva,
Ainda há muita curva,
Ainda há fragmentos de raios solares
Que teimam em atravessar toda carga elétrica que nos une,
Trazendo também fragmentos de uma possível ponta de ânimo
Que por hora alimenta minha inanição,
Subnutrição,
Indigestão,
Depressão,
Rasgando minha carne
E derramando todo meu sangue pela sarjeta,
Que conduz a um terreno viscoso e fedentino,
Parecido de onde estive há cinco minutos
E que teimo em voltar.
Idas e vindas...
Que nunca finda,
Me trazem um misto de
Satisfação e desespero,
Alegria e desprezo,
E pelo que vejo,
Não represo o sentimento,
Deixo-o fluir a contento,
Com um pensamento que outrora
Me imaginava nesse templo,
Onde o teto é de vidro
