No princípio era o verbo
Que fazia as pessoas
Serem o que desejavam,
Serem quem queriam ser,
Serem a promessa.
No presente é o verbo
Que revela sua posição
E unção no meio em que vive,
Revela-se cruel ou amável,
Depende da forma como se vê.
Bem mais na frente é o verbo
Que contará a história
Daquele que sofreu em nome da verdade,
Sem recursos e poucos amigos
E que por aqui não acabe
A gana de verbos recitados e profanados
Emaranhados entre sujeito e predicado,

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