segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tendo a gratidão

Pessoas queridas são como uma brisa,

Passam por nós trazendo alívio

Do calor,

Do mal tempo,

Do suor impregnado na camisa,

E do nada se vão

Como a maré que seca

E um pássaro que desaparece no horizonte revelando sua imensidão.

Pessoas queridas deixam a lição,

Aquela que carrego no coração e que nunca se vão,

É como a luz de um lampião sempre acesa na escuridão,

Alumiando a noite bela

Que nela se esconde muitos perigos,

Mas sua forte luz incandesce a mazela.

Pessoas queridas alimentam minha ilusão.

Eu não sei fazer as coisas que faço

Eu não sei andar, mas eu ando,

Eu não sei cantar, mas eu canto,

Eu não sei tocar, mas eu toco,

Eu não sei falar, mas eu falo,

Eu não sei fazer nada, mas mesmo assim faço,

Eu não sei escrever, mas escrevo,

Eu não sei lutar, mas eu luto,

Eu não sei para onde vou, mas sigo firme em frente,

Eu não sei a hora de parar, então prefiro descansar,

Eu não sei fazer nada, mas mesmo assim faço,

Eu não sei fazer as coisas que faço, mas faço,

Eu não sei sonhar, mas sonho,

Eu não sei viajar, mas viajo,

Eu não sei beber, mas bebo,

Eu não sei fazer nada, mas mesmo assim faço,

Eu sei acordar, mas prefiro me manter dormindo,

Prefiro não interromper o sonho,

Nele estou no topo,

Nele consigo ser eu,

Nele o juiz morreu.

Ninguém sabe nada...

Ninguém sabe nada...

Todo jardim floresce

O jardim floresce a cada primavera,

O dia amanhece anunciando a nova era,

A lua espia desapercebida a maré secando na hora da partida,

A caneca vazia representa a agonia da solidão ou a alegria do novo dia.

Se o mundo girar ao contrário voltamos ao começo,

Mas se girar no sentido horário,

Como num calendário,

Também chegamos no começo,

Que no primeiro momento desconheço,

Mas que percebo assim que ingerir o placebo,

Que me entorpece todo dia,

Fantasiando minha emoção, tristeza e alegria, paixão e compaixão,

Até perceber que a cada primavera todo jardim floresce.