sexta-feira, 2 de abril de 2010

Maus relatos

Nos relatos que abrigam meu coração,

Provavelmente meus pés têm a visão

Do que é essencial a ser visto

E meus olhos em meu interior correm,

A procura do que pulsa.

Desapego e dependência sem clemência

Rasgam os relatos

Há tanto escritos

E o sopro finaliza os vestígios

Ora juntados pelos pés

Que agora não vêem

E pelos olhos que agora não correm

E só recorrem aos relatos

Que abrigam meu coração.

Tudo passa?

Está tudo conforme estatutado foi,

O mais difícil escolhido,

Mesmo conhecendo o mais brando,

O amigo do bem pouco faz,

Ou lento demais,

Passo certo para si,

Para que se arriscar se posso rir?

Nada dizem os jornais,

A energia subiu,

A feira diminuiu,

A oferta acabou,

O carnaval chegou,

O dia passa,

A noite vem,

O céu escurece

E a maré não enche.

Encontrar

Amigos que a vida me trouxe

Como se não fosse,

Não muito fácil lhes vejo,

Apenas no festejo.

A convivência de outrora

Toda hora,

Hoje é virtual,

Nova dinâmica já enraizada no folclore mundial.

Euforia,

Diversão,

União,

Comemoração,

Intensidade

E mocidade

Agora é lembrança

Que definiu a formação desse

Que entende a vontade de um novo encontro

E repetição daqueles dias,

Mas sem nostalgia,

O que me deixa longe dessa alegria

É a certeza de um dia

Estar novamente frente a frente

Com aqueles que o mundo me deram

E também entregam a vontade de viver.