domingo, 2 de agosto de 2009

Sem imaginar o contrário

O sentido e a obrigação de parar

Serve para resgatar

Aquilo que nunca se soube que era importante,

Aquilo que vaga a mente

Com idas e vindas,

Vindas e idas

E vagamente teimam em permanecer.

O parar trás um turbilhão de lembranças

Que serão úteis de agora em diante

E jamais esquecidos.

Trás muitas respostas e confirmações

De exclamações duvidáveis.

Parei...

Não porque quis,

Assim o fizeram,

Assim quiseram,

É assim que funciona,

É essa a regra e todos estão inclusos,

Pois parar...

Sem imaginar o contrário

É o mal necessário.

Ele, nós e vós

No princípio era o verbo

Que fazia as pessoas

Serem o que desejavam,

Serem quem queriam ser,

Serem a promessa.

No presente é o verbo

Que revela sua posição

E unção no meio em que vive,

Revela-se cruel ou amável,

Depende da forma como se vê.

Bem mais na frente é o verbo

Que contará a história

Daquele que sofreu em nome da verdade,

Sem recursos e poucos amigos

E que por aqui não acabe

A gana de verbos recitados e profanados

Emaranhados entre sujeito e predicado,

Onde nunca houve pecado.

Ponto Pronto

Pensamento longe,

Idéias na cabeça,

Nada que me enlouqueça,

Nem engrandeça,

Permaneça a deriva,

Nesse mar sem saída,

Não consigo esperar a solução do dilema,

Mas a espera é o exercício da prudência e maturidade,

Nada como avançar a idade

E perceber que pequenos movimentos

Causam grandes conseqüências

E as vezes irreversíveis.

Talvez na espera,

Que me apodera,

Exista mais resposta que pergunta,

É como manteiga que unta a fôrma

Para o bolo não grudar

E atrapalhar o paladar,

Existem mais respostas a encontrar

E minha espera pode ainda durar,

Mas a chuva está acabando

E um pequeno raio de sol me ilumina,

Vindo de trás da colina,

É o prenuncio que tudo vai mudar.